Implante ou ponte: qual a diferença e como decidir

Sorriso com a dentição completa, em grande plano

Quando falta um dente, existem essencialmente duas formas de o substituir por uma solução fixa. E a pergunta sobre qual das duas escolher é das mais frequentes em consulta.

A resposta não é sempre a mesma, e quem diz que é está a simplificar. As duas soluções têm indicações diferentes, e há situações em que a ponte é efetivamente a melhor escolha.

O que é cada uma

Implante dentário

Uma peça de titânio é colocada no osso e passa a funcionar como raiz artificial. Depois de integrada no osso, recebe uma coroa por cima. O conjunto substitui o dente por completo, raiz incluída, e não envolve os dentes vizinhos.

Ponte

Os dentes de cada lado do espaço são preparados e passam a servir de apoio a uma estrutura que inclui o dente em falta. Fica cimentada e não se retira. Substitui a parte visível do dente, mas não a raiz.

A diferença que mais pesa: o osso

Este é o ponto que costuma ser decisivo e é também o menos conhecido.

O osso do maxilar mantém-se porque recebe o estímulo da mastigação através das raízes dos dentes. Quando se perde um dente e a raiz deixa de estar lá, o osso daquela zona tende a reabsorver progressivamente ao longo do tempo.

O implante substitui a raiz e devolve esse estímulo, o que ajuda a preservar o osso. A ponte não o faz, porque assenta nos dentes vizinhos e deixa a zona por baixo sem estímulo. Com os anos, é comum ver-se uma depressão na gengiva sob uma ponte antiga.

O que acontece aos dentes vizinhos

Para colocar uma ponte convencional, os dentes de cada lado do espaço são desgastados, para poderem receber a estrutura. Se esses dentes já estiverem muito destruídos ou já precisarem de coroa por outro motivo, isso não representa perda nenhuma.

Se estiverem intactos e saudáveis, a situação é diferente: está a preparar-se dois dentes sãos para resolver a ausência de um. O implante evita isso por completo, porque é independente.

Tempo de tratamento

É aqui que a ponte leva vantagem. Resolve-se em poucas sessões, ao longo de algumas semanas.

O implante exige um período de integração no osso que se conta em meses, entre a colocação e a coroa definitiva. Durante esse período é possível usar uma solução provisória, mas o tratamento é mais longo no total.

Durabilidade e manutenção

Ambas as soluções duram muitos anos quando bem executadas e bem mantidas. Em qualquer dos casos, o que determina a longevidade é o mesmo: a saúde das gengivas, a higiene diária e as consultas de controlo.

Há uma diferença relevante na manutenção. Um implante não tem cárie, mas os tecidos à volta podem inflamar por um processo semelhante ao da doença periodontal, e isso compromete a sua estabilidade. Uma ponte protege os dentes de apoio, mas se surgir uma cárie num deles, pode obrigar a refazer a estrutura toda.

Quando a ponte é a melhor opção

Convém dizê-lo, porque nem sempre se diz:

  • Quando os dentes vizinhos já estão muito destruídos e precisam de coroa de qualquer forma.
  • Quando não existe osso suficiente e a pessoa não pretende fazer enxerto.
  • Quando existem situações de saúde que desaconselham cirurgia.
  • Quando o fator tempo é determinante e não é possível esperar pela integração do implante.

Quando o implante não é possível de imediato

A falta de volume ósseo é a razão mais comum. Nesses casos existem técnicas de regeneração que permitem criar condições, mas alongam o tratamento.

Também é necessário que as gengivas estejam saudáveis antes de avançar. Colocar um implante com doença periodontal ativa compromete o resultado, porque os tecidos à volta do implante ficam sujeitos ao mesmo processo. Por isso a avaliação das gengivas antecede sempre a decisão.

Como se decide na prática

A decisão sai de uma avaliação com radiografia, que mostra o volume de osso disponível, o estado das raízes dos dentes vizinhos e o nível de suporte existente. A isso junta-se a avaliação das gengivas e da forma como os dentes fecham.

Só com essa informação é possível dizer o que faz sentido no seu caso. Nas Clínicas MyMedic a radiografia é feita na própria clínica, o que permite ter o diagnóstico e as opções explicadas na mesma consulta.

Seja qual for a solução, a peça final é executada no nosso laboratório protético próprio, com prazos mais curtos e ajustes feitos no momento.

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